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Férias no Egipto: a alternativa que ninguém lhe propõe, e devia

Todos os verões assisto ao mesmo ritual.

Famílias inteiras a disputar espreguiçadeiras nas Baleares.

Casais a pagar preços de época alta por hotéis médios nas Canárias.

Executivos a descobrir que “vista mar” no sul de Espanha significa, por vezes, vista para o parque de estacionamento com mar ao fundo.

E, enquanto isto acontece, a três ou quatro horas de voo, o Mar Vermelho continua a ser um dos segredos mais mal guardados, e mais mal aproveitados, do viajante português.

Estive no Egipto duas vezes no último mês.

Não em visita de estudo.

Não em famtrip de cortesia.

Em trabalho de campo: a testar hotéis, transferes, praias, mercados, serviço e paciência.

A conclusão é simples:

Para quem prepara bem a viagem, o Egipto é hoje uma das alternativas mais interessantes ao Mediterrâneo clássico.

Para quem não prepara, pode ser uma lição cara.

Sim, escrevo Egipto com p.

Há coisas que não se negoceiam.

E no Egipto negoceia-se quase tudo, portanto convém guardar as exceções para o que importa.

Os voos de verão mudaram o jogo

Durante anos, ir ao Mar Vermelho a partir de Portugal significava escalas, esperas e chegadas de madrugada.

Hoje, no verão, surgem operações e programas turísticos a partir de Portugal para destinos egípcios como Sharm El Sheikh e Hurghada, com calendários que variam conforme operador, aeroporto de partida e época.

Também El Alamein começa a aparecer nas conversas de quem olha para o Egipto não apenas como destino histórico, mas como destino de praia e resort.

São três portas de entrada muito diferentes.

Sharm El Sheikh é a península do Sinai na sua versão mais organizada: recifes de coral, hotéis de grande dimensão, serviço afinado por décadas de turismo internacional e ligação natural ao deserto e ao Monte Sinai.

Hurghada é a costa continental do Mar Vermelho: mais extensa, mais variada em oferta hoteleira e prática para quem quer juntar praia e Luxor na mesma viagem.

El Alamein é o caso mais curioso: costa mediterrânica egípcia, água azul, hotelaria em desenvolvimento e um reposicionamento claro para um público mais exigente.

A regra é simples: antes de escolher o destino, escolha o tipo de viagem.

Praia pura?

Snorkeling?

Família?

História?

Descanso?

Luxor?

Cairo?

Monte Sinai?

O Egipto não é um destino.

É vários destinos dentro do mesmo país.

“Mas 38 graus? Eu derreto.”

Não necessariamente.

O calor no Mar Vermelho, em agosto, é intenso. Isso é verdade.

Mas é geralmente um calor seco, com humidade mais baixa e brisa, o que pode ser mais suportável do que temperaturas inferiores em destinos húmidos.

Os bons hotéis estão preparados para este clima: sombras, piscinas, ar condicionado sério, restaurantes interiores, terraços protegidos e um ritmo de dia pensado para o calor.

Dito isto, sejamos honestos:

Está calor.

Muito calor.

Se não gosta de calor intenso, não escolha o Egipto em agosto.

Escolha primavera, outono ou outro destino.

O Egipto não tem de pedir desculpa pelo seu clima.

A honestidade nesta decisão poupa férias inteiras.

O hotel decide a viagem

No Mediterrâneo europeu, um hotel médio dá umas férias médias.

No Egipto, a escolha do hotel decide quase tudo.

Porque o hotel não é apenas onde dorme.

É onde come.

Onde está a praia.

Onde passa grande parte do dia.

Onde resolve a maioria das situações.

O modelo dominante é o resort integrado, e a diferença entre um bom resort e um resort sofrível pode ser a diferença entre voltar encantado ou jurar nunca mais regressar.

A boa notícia é que o serviço hoteleiro egípcio de topo pode ser excelente.

Equipas numerosas.

Atenção ao detalhe.

Rapidez.

Simpatia.

Uma hospitalidade real, muitas vezes mais calorosa do que a de vários hotéis europeus de cinco estrelas.

O problema é que, numa fotografia online, o excelente e o sofrível podem parecer muito semelhantes.

É aqui que se separa a reserva da consultoria de viagem

Gorjeta, regateio e a arte de dizer não

Há três códigos que ajudam muito.

O primeiro é a gorjeta.

Não é obrigatória, mas faz parte da cultura local. Pequenos valores para bagageiros, empregados, condutores ou guias são uma forma simples de reconhecer quem ajuda.

Para esse efeito, moedas de um e dois euros e notas de cinco euros são práticas e bem recebidas.

O segundo é o regateio.

Nos mercados, o primeiro preço é um convite à conversa, não uma sentença.

Regatear com humor e respeito faz parte da experiência.

O terceiro é saber dizer não.

Um não firme, educado e com um sorriso é geralmente aceite.

Quem não o diz pode sair com três papiros, dois perfumes e um camelo de pelúcia antes do primeiro café.

Praia, História e alguma coisa mais

O Egipto pode ser apenas praia.

Mas seria pena.

A partir do Mar Vermelho, é possível desenhar viagens que combinam descanso com lugares que ficam na memória.

Luxor.

O Cairo.

O Nilo.

O Monte Sinai.

E, para quem quer transformar a viagem numa experiência maior, até Petra, na Jordânia.

Nem tudo cabe numa semana.

Nem tudo deve ser feito sem preparação.

Mas essa é precisamente a força do destino.

O Egipto tanto pode ser uma semana de resort como uma viagem que se conta durante décadas.

O que não deve ser é improviso.

Na Travel Gate não propomos o Egipto porque está na moda.

Propomo-lo quando faz sentido.

E só faz sentido quando a viagem é bem preparada.

Conhecemos a diferença entre um resort bonito numa fotografia e um resort que realmente funciona.

Entre um transfer barato e uma chegada tranquila.

Entre uma excursão improvisada e uma experiência bem enquadrada.

Entre um país que assusta à distância e um destino que se revela quando é explicado antes da partida.

Se o Mar Vermelho lhe ficou na cabeça enquanto lia, fale connosco.

Preparamos a viagem.

O Egipto faz o resto.

  • Conteúdo editorial Travel Gate.

Revisto por Paulo Coelho

Fundador e CEO da Travel Gate, profissional do turismo desde 1986.

Licenciado em Turismo e pós-graduado pela Universidade de Buenos Aires, desenvolve atividade em gestão de viagens e hotelaria na Europa, em África e na América Latina.

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RNAVT nº2426

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