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De Sharm El Sheikh a Petra: 24 horas para ver a cidade perdida, vale a pena?

Há perguntas que os clientes me fazem com a certeza de quem já sabe a resposta.

Paulo, vinte e quatro horas de excursão, saída à uma da manhã, ferry, fronteira, horas de autocarro… isso vale mesmo a pena?

E eu, que fiz o percurso completo este mês, respondo com a única honestidade possível:

Sim.

Vale.

Mas convém saber ao que se vai.

A aritmética da vida

Petra é uma daquelas viagens que se adiam facilmente.

“Um dia vamos à Jordânia.”

“Um dia fazemos Petra com calma.”

“Um dia organizamos isso como deve ser.”

O problema é que esse dia, muitas vezes, nunca chega.

Quem está de férias em Sharm El Sheikh tem Petra a uma longa jornada de distância. Não é perto. Não é confortável. Não é leve.

Mas é possível.

E há oportunidades que, vistas em casa, no sofá, parecem muito mais óbvias do que pareciam às duas da manhã no lobby do hotel.

Petra é uma delas.

Sim, é o cenário do Indiana Jones

Comecemos pelo que todos reconhecem.

Indiana Jones e a Última Cruzada usou Petra como cenário para a chegada ao templo do Santo Graal.

A fachada que aparece no filme é real.

Chama-se Al-Khazneh, o Tesouro, e foi escavada diretamente na rocha.

Os interiores do filme foram criados em estúdio.

Mas isso pouco importa quando se chega lá.

Porque a verdade é esta:

O cinema ficou pequeno.

Percorrer o Siq, o desfiladeiro que serve de entrada, é caminhar dentro de um cenário que nenhum estúdio conseguiria inventar.

Paredes de rocha altíssimas.

Luz a mudar a cada curva.

Silêncio.

Pó.

Calor.

E, de repente, a fresta final.

O Tesouro aparece.

E por uns segundos ficamos pequenos.

Pequenos perante a escala.

Pequenos perante a História.

Pequenos perante a ideia de que alguém esculpiu aquilo na pedra há mais de dois mil anos.

Como é o dia, sem romantizar

A excursão a Petra a partir de Sharm El Sheikh não é um passeio confortável.

Funciona, em termos gerais, assim:

Saída do hotel por volta da uma da manhã.

Poucas horas de sono.

Travessia de ferry.

Entrada na Jordânia.

Controlos de passaporte.

Espera.

Mais estrada.

Mais controlo.

Mais paciência.

E depois Petra.

Os procedimentos de fronteira fazem parte da viagem. Não são um erro da organização. São o preço de cruzar entre países num circuito internacional.

A melhor atitude é simples:

Entregar o passaporte.

Esperar.

Sorrir.

E não transformar a burocracia no protagonista do dia.

O preço e a pergunta certa

O tour pode rondar os 320 euros por pessoa, dependendo do operador, época e condições incluídas.

À primeira vista, parece caro.

Mas convém lembrar que Petra tem taxas de entrada elevadas para visitantes internacionais, que podem variar conforme o tipo de visita e as condições aplicáveis.

Além disso, o valor da excursão não compra apenas a entrada.

Compra ferry.

Transporte.

Guia.

Coordenação.

Fronteira.

E uma operação de quase vinte e quatro horas entre dois países.

A pergunta não deve ser:

- É barato?

A pergunta certa é:

- Quanto custaria voltar à Jordânia de propósito para ver Petra?

A conta muda imediatamente.

O calor, o chapéu e o gole que fica na memória

Está calor?

Está.

Muito.

Petra exige respeito físico.

Há quilómetros a pé, piso irregular, sol forte e uma noite mal dormida atrás.

Aprenda com o meu erro:

Leve chapéu.

Leve água.

Leve calçado confortável.

E leve paciência.

Há pontos de venda ao longo do percurso, e confesso que uma bebida fresca no meio daquele cenário sabe a pequena bênção.

É o tipo de detalhe absurdo que fica na memória.

O Tesouro, a rocha, o desfiladeiro, e aquele gole frio no deserto.

Vale a pena?

Sim.

Vale pelo Siq.

Vale pelo Tesouro.

Vale pela sensação de atravessar fronteiras, mar, estrada e cansaço para chegar a um lugar que não se esquece.

Este é o tipo de decisão em que uma boa agência faz diferença.

Não basta vender a excursão.

É preciso confirmar o operador, os horários, os requisitos de passaporte, a fronteira, o grau de exigência física e o melhor dia para encaixar a visita sem destruir o resto das férias.

É esse trabalho que fazemos na Travel Gate desde 2003.

E é mais fácil aconselhar aquilo que se conhece com os próprios pés.

Se está em Sharm El Sheikh e Petra lhe ficou na cabeça, fale connosco.

A viagem é cansativa.

Mas há memórias que justificam o cansaço.

  • Conteúdo editorial Travel Gate.

Revisto por Paulo Coelho

Fundador e CEO da Travel Gate, profissional do turismo desde 1986.

Licenciado em Turismo e pós-graduado pela Universidade de Buenos Aires, desenvolve atividade em gestão de viagens e hotelaria na Europa, em África e na América Latina.

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RNAVT nº2426

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